Quem pode traduzir autores negros?

Não sei explicar porquê mas, ontem à noite, tive dificuldade em adormecer depois de ter lido algumas coisas no Facebook antes de me deitar. Estive uma hora a ler um livro na cama, mas li muito poucas páginas — não me conseguia concentrar. Levantei-me duas vezes para ir fumar. Mentalmente, estava já a escrever este… Continue a ler Quem pode traduzir autores negros?

O caderno perfeito

Creio não incorrer em grande falha se disser que toda a gente que gosta de escrever, ou que tem na escrita o seu ofício, gosta de cadernos. Eu não sou excepção. Não se trata apenas de gostar de cadernos indiscriminadamente, embora a ideia de caderno, por si, possa ser apelativa. Mas há, claro, cadernos maus,… Continue a ler O caderno perfeito

Nespresso, Ferrero Rocher e Caldo Verde: o meu NOS Primavera Sound 2015

O plano estava estabelecido e era o mais óbvio e lógico possível: na quarta-feira, dia 3 de Junho, deitar cedo e cedo erguer, porque no dia seguinte tinha um comboio para apanhar, às 9:30h, com destino a Porto – Campanhã. A ideia era chegar fresco e com tempo para relaxar um bocado até à hora… Continue a ler Nespresso, Ferrero Rocher e Caldo Verde: o meu NOS Primavera Sound 2015

O equilíbrio das balanças

Pude hoje, depois de um mês de expectativa, ver no cinema Sono de Inverno, o filme que arrecadou a Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado, do realizador turco Nuri Bilge Ceylan. Já o podia ter visto em casa, que ele já circula pela Internet há algum tempo, mas decidi esperar, provavelmente… Continue a ler O equilíbrio das balanças

Ambição e robustez

Numa tentativa constante de me focar no que é mais importante, ao actualizar hoje as minhas subscrições de feeds de blogues fui parar ao blogue de H. G. Cancela, autor de quem nada sei a não ser que tem alguns títulos publicados, entre poesia e romance, pelo menos. O post mais recente, de Novembro, intitula-se… Continue a ler Ambição e robustez

Uma canção mundana

para o João Sobral e para a Joana Valente Na sexta-feira fui ver uns concertos à Casa dos Amigos do Minho, numa zona chunga perto da zona chique do Intendente. O evento chamava-se Exílio no Minho #2 e o cartaz anunciava concertos de Filipe Sambado, João Nada, Jewels e O Cão da Morte. O que… Continue a ler Uma canção mundana

Encerrar o dia

São quatro e meia da manhã, agora que começo a escrever este texto. Cheguei a casa há dez minutos, com as pernas doridas e zero por cento de álcool no sangue. A minha noite foi deprimente. Às nove e meia fui à sessão de encerramento e entrega de prémios do Indie Lisboa. Foram quase duas… Continue a ler Encerrar o dia