Da realização de não-realizações

Não passa um dia sem que pense na escrita. Infelizmente, o pensamento não é acompanhado pelo acto. Não passa um dia sem que eu pense na não-escrita, actividade em que sou exímio. Se a primeira, idealizada, me entusiasma, a segunda, realizada1, desespera-me. Sou muito bom a realizar não-realizações, o que é uma qualidade, no mínimo,… Continue a ler Da realização de não-realizações

Voltar a Bolaño

Terão já reparado que estou a ler Estrella Distante de Roberto Bolaño — sim, porque eu (ainda) não abro livros ao acaso para colocar aqui excertos. No entanto, não o comecei agora. Quem tiver acompanhado um outro blogue que tive recentemente, sabe que já o comecei há imenso tempo. O que aconteceu foi terem-se metido… Continue a ler Voltar a Bolaño

Arrastar com prazer

Estas coisas valem o que valem, mas não pude deixar de ficar contente ao ver esta lista dos 100 maiores escritores de todos os tempos, onde encontrei o meu companheiro dos últimos dias, Franz Kafka, no segundo lugar, atrás apenas de William Faulkner (que já tinha planeado, antes de ver esta lista, começar a ler… Continue a ler Arrastar com prazer

Do encantamento de Kafka e Weerasethakul

Ontem, depois de ver Tropical Malady, e apesar do adiantado da hora, ainda tive de ler mais umas páginas de Franz Kafka – neste caso, o conto “Investigations of a Dog”. A leitura de Kafka (antes deste conto li “The Great Wall of China”) está a provocar-me qualquer coisa que um livro não me provocava… Continue a ler Do encantamento de Kafka e Weerasethakul

Aprender dos mestres

Nunca tinha lido nada de Raymond Carver, mas já o tinha debaixo de olho (como o Benfica tinha debaixo de olho aqueles jogadores que são contratados quando não conseguem contratar os que realmente queriam). A verdade é que, como isto de comprar livros é mais fácil do que comprar o passe de jogadores de futebol,… Continue a ler Aprender dos mestres