O equilíbrio das balanças

Pude hoje, depois de um mês de expectativa, ver no cinema Sono de Inverno, o filme que arrecadou a Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado, do realizador turco Nuri Bilge Ceylan. Já o podia ter visto em casa, que ele já circula pela Internet há algum tempo, mas decidi esperar, provavelmente… Continue a ler O equilíbrio das balanças

Encerrar o dia

São quatro e meia da manhã, agora que começo a escrever este texto. Cheguei a casa há dez minutos, com as pernas doridas e zero por cento de álcool no sangue. A minha noite foi deprimente. Às nove e meia fui à sessão de encerramento e entrega de prémios do Indie Lisboa. Foram quase duas… Continue a ler Encerrar o dia

Qualquer coisa que a realidade nos nega

Ontem, num acto que podia apelidar de irreflectido não fosse o facto de ter sido reflectido tendo em conta as suas consequências, decidi que ia ver o Synecdoche, New York, de Charlie Kaufman, protagonizado pelo Philip Seymour Hoffman. Podia apelidar o acto de irreflectido porque eram três da manhã e hoje tinha (tive) de acordar… Continue a ler Qualquer coisa que a realidade nos nega

Maior do que o ecrã gigante

Há pessoas que não deviam morrer, apesar de poderem morrer, por tudo o que nos deixam. É uma espécie de egoísmo querermos que estejam sempre vivos, para que nos tragam arrebatamento e magia, para que os admiremos e os julguemos seres superiores, inalcançáveis, porque fazem coisas que nós, comuns mortais, somos incapazes de fazer. Quando… Continue a ler Maior do que o ecrã gigante

Cabeça falante

Nos últimos tempos, tenho ouvido de várias pessoas comentários acerca da minha incapacidade para expressar emoções. Algumas dessas pessoas acreditam mesmo que não sinto emoções, que tudo para mim são experiências superficiais, vividas com a ligeireza de quem não quer ou não ousa ou não consegue mergulhar. Há quem mo diga a sério, com o… Continue a ler Cabeça falante