Quem pode traduzir autores negros?

Não sei explicar porquê mas, ontem à noite, tive dificuldade em adormecer depois de ter lido algumas coisas no Facebook antes de me deitar. Estive uma hora a ler um livro na cama, mas li muito poucas páginas — não me conseguia concentrar. Levantei-me duas vezes para ir fumar. Mentalmente, estava já a escrever este… Continue a ler Quem pode traduzir autores negros?

Uma piada que não está a ter piada (2)

Li mais umas páginas de A Piada Infinita. Benevolente, mas ao mesmo tempo triste. Triste porque queria mesmo ler este livro e queria mesmo lê-lo em português, porque sei que no inglês vou tropeçar muitas vezes em partes mais complicadas. O problema é que estou a tropeçar muitas vezes na tradução portuguesa. E em partes… Continue a ler Uma piada que não está a ter piada (2)

Uma piada que não está a ter piada

Hoje comecei a ler A Piada Infinita, de David Foster Wallace. Comecei ontem à noite, mas tecnicamente já era hoje porque já passava da meia-noite. E comecei com alguma solenidade, como quem se prepara para um evento importante da sua vida. Estava disposto a desfrutar da viagem. Os tempos da Internet, das compras online, dos… Continue a ler Uma piada que não está a ter piada

Contistas portugueses

Foram conhecidos recentemente os finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura. Além da supremacia clara dos autores brasileiros sobre os portugueses, o que não me espanta no romance e talvez espantasse na poesia se conhecesse poesia brasileira contemporânea, há outro dado curioso. Este ano, pela primeira vez, há finalistas por categorias: poesia, romance e conto… Continue a ler Contistas portugueses

Da realização de não-realizações

Não passa um dia sem que pense na escrita. Infelizmente, o pensamento não é acompanhado pelo acto. Não passa um dia sem que eu pense na não-escrita, actividade em que sou exímio. Se a primeira, idealizada, me entusiasma, a segunda, realizada1, desespera-me. Sou muito bom a realizar não-realizações, o que é uma qualidade, no mínimo,… Continue a ler Da realização de não-realizações

Voltar a Bolaño

Terão já reparado que estou a ler Estrella Distante de Roberto Bolaño — sim, porque eu (ainda) não abro livros ao acaso para colocar aqui excertos. No entanto, não o comecei agora. Quem tiver acompanhado um outro blogue que tive recentemente, sabe que já o comecei há imenso tempo. O que aconteceu foi terem-se metido… Continue a ler Voltar a Bolaño